Mostrando postagens com marcador Agências. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Agências. Mostrar todas as postagens

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Meu Visto e meus Exames chegaram

Amigos

Antes do esperado, hoje recebi em casa o meu passaporte (e Visa) e meu relatório médico, em inglês. Ambos são essenciais para qualquer tripulante, e abaixo divido com vocês algumas impressões.

===== Visto Americano

“Alguém entende esse pessoal da Embaixada?”

Não podia iniciar uma nova postagem no blog sem lembrar dessa citação do post anterior.

Mais do que nunca tenho certeza que jamais entenderei esse pessoal. Após eu quase-sair-da-embaixada-chorando-por-ter-ido-mal-na-entrevista-e-pensar-que-tudo-estava-acabado, hoje recebo em casa o meu passaporte com um presente junto.

Vamos do início: quando se é recrutado para uma companhia de cruzeiros americana, é necessária a obtenção dos Vistos Tipo C1 (trânsito) e D (tripulantes, tanto de aeronaves ou navios). Ambos os vistos permitem permanecer nos EUA por até 29 dias [fonte: http://www.greencard.com.br/os_eua/vistos/vistos2.htm], e normalmente são emitidos com validade de até cinco anos – mas conheço tripulantes que conseguiram com validade de apenas um ano. Entretanto, esse acesso aos EUA não é livre: deve-se comprovar junto a imigração, assim que pisar em solo americano, que se está lá para realmente fazer parte de uma tripulação. Isso se faz apresentando contrato assinado, carta convite e uma série de documentos que lhe serão enviados apenas quando você possuir definida uma data de embarque.

Resumindo: para quem pensa em usar esses dois tipos de visto para viajar e/ou imigrar ilegalmente, podem tirar o cavalinho da chuva: não vai nem sair do aeroporto ao chegar na terra do Tio Sam. Se o objetivo é esse, nem pensem em participar de um processo de recrutamento na Staff Work, Infinity e agências semelhantes. Economizem seu tempo e dinheiro, ok?

Mas o que isso tem a ver? Bom, sabem aquelas imensas filas em frente a qualquer Embaixada dos EUA? Lembram também daquelas temidas histórias de vistos reprovados, mesmo com tudo correto? Existem pessoas que contratam despachantes e representantes e agências e conseguem “N” comprovantes de renda e mesmo assim têm o visto reprovado. Todo mundo já ouviu uma lenda a respeito, e teve até novela com esse tema.

Pois bem. A gigantesca maioria desse pessoal está atrás do Visa Tipo B (visitantes), que deve ser categoria B1 (visitantes a negócios) ou B2 (visitantes a passeio, os turistas). O Visa B2 é o mais solicitado e sem sombra de dúvidas o mais recusado de todos. Eu não solicitei esse tipo de visto. Se tivesse solicitado, segundo a lógica (não tinha comprovante de renda, lembram?), deveria ser negado. Como comentei no post anterior, pela entrevista que tive com o Cônsul, acreditava que até os Vistos C e D me seriam negados.

E não é que a Embaixada, ao invés de me conceder o Visa C, preferiu me conceder Visa B1/B2 válidos por dez anos?

Por isso, repito novamente: alguém entende esse pessoal da embaixada?

Parece que meu caso é raro... perguntei para literalmente dezenas de tripulantes e candidatos a tripulantes: absolutamente nenhum deles ganhou esse “presente”. Isso com certeza me abrirá portas, pois se eu precisar de algum outro tipo de Visa no futuro – de estudante ou visto para a Europa, por exemplo – possuir três vistos americanos facilitará as coisas. Além do mais, quando me der na telha eu posso ir para Miami fazer umas comprinhas (não que eu tenha dinheiro para gastar, mas poder ir eu posso...).

Mas porque consegui isso? Eles foram com a minha cara? Eu pareço americano? Não tenho cara de imigrante? Ou seria apenas sorte? Talvez seja um pouco de cada um desses motivos, talvez não seja nenhum deles.

Quem tem fé, já sabe qual o motivo.

Vivo dizendo que quem reza consegue. Às vezes consegue mais do que espera.

===== Exames Médicos

No mesmo dia do passaporte recebi os resultados dos meus exames médicos realizados em São Paulo, devidamente traduzidos para o inglês.

Até aqui, sem novidades nem surpresas: estou com a saúde perfeita. O único porém é que o médico colocou no meu relatório que não passei no teste de cores Ishihara (para identificar daltonismo, saiba mais aqui). Já sabia que era daltônico desde criança, e meu tipo de daltonismo é leve: enxergo as cores perfeitamente (tem gente que enxerga em preto e branco), mas se em alguma cena estiveram juntos vermelho e marron ou azul e roxo, por exemplo... já era, não sei qual é qual. Ou seja: enxergo as cores, mas às vezes as confundo um pouco.

É uma bobagem, com certeza, ainda mais se levarmos em conta meu cargo. O médico até falou comigo que isso não me impedia em nada para trabalhar no navio, e no próprio relatório existe um campo aonde fala que o resultado do Ishihara só é relevante em cargos relativos a “Deck and Techinical department” – definitivamente não é meu caso.

Se é assim, porque esse louco desse médico teve que colocar isso no relatório? Espero não ter problemas com isso.

===== Passo seguinte

O passo seguinte é enviar para a Staff Work cópias desses e de alguns outros documentos, e aguardar a orientação que eles irão me dar.

Acredito que a orientação será exatamente essa: aguardar. Assim que receberem minha documentação, a Staff enviará para a Princess e essa definirá meu navio e data de embarque. Pode ser esse mês, pode ser em Abril.

Gostaria de não ter que esperar muito. Sou paciente, mas a cada dia que passa – e a cada amigo que embarca – fico mais ansioso pelo dia que também estarei on board. Nenhuma experiência em terra pode ser comparada a essa que terei futuramente, e não vejo a hora desse futuro se tornar presente.

Até lá, espero que me façam companhia.



Abraços do mineiro.

[Meu American Visa D. Obrigado meu Deus!]

.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Onde ficar em São Paulo

Alguns amigos e conhecidos que irão tentar algum recrutamento para trabalhar em Cruzeiros Marítimos tem pedido indicações de lugares para ficar em São Paulo.

Pois bem, tenho um bom local para indicar: Praça da Árvore Hostel. Trata-se de um Hostel bem próximo do local de recrutamento e entrevistas (Agência Staff Work) e também dá um desconto de 10% para quem está participando de recrutamento da referida agência. Infelizmente esse desconto não é cumulativo com o desconto dado a quem tem carteira de Alberguista (meu caso).

O Hostel fica em uma rua bem calma e fácil de localizar, perto de duas estações de metro da Linha Azul e sempre conta com gente bacana do Brasil todo pra bater um papo e também vários estrangeiros - conheci gente de Israel, Colômbia, Argentina, Chile, Senegal, além de ter trocado uma ou duas palavras com uns mochileiros japoneses e franceses (acreditem: brasileiro fala inglês melhor que a maioria desse povo aí). Até tirei umas fotos bacanas por lá, mas até agora os donos das câmeras ainda não me enviaram as fotos e começo a crer que nunca o farão. Como ele sempre está cheio, tentem agendar com uma certa antecedência, principalmente para quartos individuais. Deixei pra agendar de última hora e só consegui suíte coletiva. A suíte em si era muito boa, mas tinha um colombiano que roncava pra caralho, seu ronco era ouvido lá na recepção.

Para essa nova etapa (Visa e Medical), vou me hospedar na Pousada dos Franceses (que curiosamente fica no Morro dos Ingleses). Ainda não estive por lá, mas será de imensa ajuda estar perto da Av. Paulista e dos locais aonde precisarei ir. Assim que possível, postarei minhas impressões do local.

Antes que me perguntem: não, não estou ganhando nada desse Hostel... já fiquei lá em outras oportunidades e apenas realmente gosto do lugar.

Espero ter ajudado.

.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O recrutamento

Conforme eu havia prometido, vou descrever como foi o processo de recrutamento pela agência que escolhi, a Staff Work.

 

Eu havia enviado meu currículo (ou feito cadastro no site) em poucas agências, todas em São Paulo. Havia boas agências em Santos, Curitiba e Nordeste (não me lembro exatamente aonde), mas caso eu precisasse ir e voltar várias vezes, Sampa me seria muito mais em conta.

 

Geralmente, os recrutadores rapidamente entram em contato com possíveis candidatos. Recebi o retorno quase imediato de todas as agências que procurei, então comecei a procurar fontes e referências confiáveis (especialmente de ex-tripulantes) para me assegurar que elas possuíam credibilidade suficiente.

 

A agência que escolhi foi a Staff Work. Realmente me impressionei com a quantidade de referências positivas da Staff, em contraste com inúmeras referências negativas de outras agências. E tudo foi confirmado: o atendimento na Staff foi excelente (adorei conhecer a Nicole e a Edna!), desde o envio do meu CV até o final de todo processo. Sem contar que, se fosse pra vender meu corpo e alma por seis meses, que fosse por uma companhia top de linha. No Brasil, a Staff recruta - quase que com exclusividade - para a Princess Cruises, Seaborn e Cunard.

 

Fiz minha primeira entrevista na Staff Work dia 17/11, toda em inglês. Ela serviu para analisar meus conhecimentos do idioma (mandatório) e também para me deixar a par sobre quais setores e funções haviam vagas disponíveis e como seriam as fases do processo seletivo. Nesse ponto, a Sra. Nicole - responsável pelo recrutamento – é bem clara: caso alguém não tenha capacidade/experiência/inglês suficientes para continuar o processo, o candidato é informado no ato. Apesar de eu ter ficado nervoso (pois nunca havia feito uma entrevista em inglês antes), deu tudo certo e fui aprovado.

 

Nos dias 18 e 19/11 foi ministrado um curso chamado LOBE – Life On Board Experience, que é um curso que nos familiariza com a vida a bordo e suas rotinas, com certificado e tudo (abaixo segue um scan do meu). Também tive um exame psicológico e sua devolutiva (nunca havia tido uma devolutiva em um teste psicológico, muito legal) e assessoria para elaboração de um currículo prático, direto e objetivo para ser levado no dia da entrevista com a companhia contratante. Além disso, houve uma simulação de entrevista aonde, além da “entrevistadora”, havia também uma psicóloga presente para analisar seu comportamento. Tudo isso sendo visto pelos outros candidatos... fiquei um pouco nervoso, mas denovo Deus estava comigo e deu tudo certo! Ando rezando muito!

 

Depois disso tudo, estávamos prontos para a fase decisiva: a entrevista com o pessoal da companhia Princess Cruises, representados pela Selection Partners. Minha entrevista será dia 01/12, em horário ainda a ser confirmado. Até lá, só me resta estudar bastante, rezar um terço e segurar a ansiedade.

 

Espero em breve postar boas notícias para vocês!

 

.

[Abaixo, uma foto tirada no Bairro da Liberdade: meu lugar preferido em Sampa. Mesmo que eu não fosse aprovado, só o passeio que fiz por lá nesses quatro dias já valeria a pena. Comprei muitas bugigangas pro povão lá de casa!]

 [Aqui, um scan do certificado LOBE - Life On Board Experience. Ele é essencial para o embarque, por isso não o perca!]


 .

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A procura de informações

Graças a Deus hoje temos internet! A facilidade de se conseguir informações sobre um determinado assunto (no nosso caso, trabalho em navio) está a apenas um clique de distância.

Mas quantidade não é qualidade, é necessário cuidado ao garimpar informações sobre a vida a bordo, para não criarmos falsas expectativas. Existem salários altos? Sim, mas também se rala bastante. Poderei conhecer a Europa? Sim, mas lembre-se que estará lá a trabalho, não a passeio. Farei amigos no mundo todo? Com certeza, mas lembre-se que nem todos são receptivos ou calorosos como os brasileiros.

Dessa forma, indico uma lista de Mitos e Verdades sobre a vida a bordo. Ela não é de minha autoria, e sim de um ex-tripulante - ninguém melhor do que eles para falarem do assunto. Acredito ser essencial a leitura dessa lista pelos novatos.

Tendo-se decidido a realmente trabalhar em um navio e despido de falsas expectativas, é necessário entrar em contato com agências que promovem seleção e treinamento de tripulantes para uma gama de companhias de cruzeiros. Nesse quesito, devemos ter muita cautela ao analisar as referências destas agências, checar se são mesmo confiáveis, buscar contato com membros já embarcados através das mesmas e se as expectativas deles foram alcançadas. Algumas comunidades no Orkut são ótimas para isso, assim como diversos blogs espalhados por aí (nada muito difícil de achar).

Vale lembrar que muitas posições a bordo (quase todas) exigem que você tenha conhecimentos na função que pretende desenvolver. Quanto maior sua experiência na área, maiores as chances de contratação. Isso não quer dizer que você não tenha chances caso tenha pouca ou nenhuma experiência. O que pode ocorrer é de você ser direcionado para uma função diferente da pretendida, e as responsabilidades e remunerações serem menores, respectivamente. Algumas vezes, certas agências poderão indicar cursos que lhe capacitariam para o trabalho a bordo (por exemplo, Curso de Camareiro ou Curso de Garçom). MUITO CUIDADO COM ISSO! Apesar de existirem várias agências idôneas que realizam tais cursos, algumas ministram o curso mas não garantem sua vaga ou não dão muito suporte após isso - já vi gente que pagou curso específico, treinamentos diversos, STCW e, ao final de tudo, recebeu uma lista de e-mails com os RHs das Companias Marítimas e lista de Agências de Recrutamento (tipo: "se vira nos 30"). Como sempre, pesquise e pergunte antes de pagar qualquer coisa.

Muitas companhias também não contratam iniciantes para determinadas funções, ficando então o tripulante sujeito à fase de aprendizado e possível promoção em um próximo contrato. Cabe às agências fazerem a análise destes critérios e indicar qual função se encaixa melhor às suas habilidades.

Logo após ter submetido seu Curriculum à uma Agência de Recrutamento e ter sido orientado com relação ao processo de seleção, o candidato passa ainda por séries de treinamentos, exames e entrevistas (o que pode variar em ordem e necessidade, segundo a política de cada companhia).

Essa parte do processo pode demorar... ou não. Alguma vagas possuem mais necessidade de candidatos do que outras, algumas companias tem (muito) mais navios do que outras, algumas agências de recrutamento são mais rápidas do que outras, tudo depende. Dessa forma, a vaga almejada em uma compania específica pode demorar, então paciência!


Nos próximos posts falarei do processo de recrutamento da agência que escolhi, a Staff Work.

.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...